Buscar
  • CS VIEWS

RESPOSTAS AOS INTERNAUTAS DA LIVE “ O NOVO NORMAL: O QUE&COMO – GESTÃO DE CRISE E VISÃO EMPRESARIAL




1) Já se fala no omniconsumidor- cidadão megaconectado, decorrente dos pós coronavirus e o período de isolamento, o que representa grandes impactos de inclusão de consumidores via internet e paralelamente com excesso de informação. O que será mudado em relação ao modelo de compras online pós corona vírus e os canais de relacionamento com esse consumidor transformado?


Resposta de Jorge Pasquato


O omniconsumidor já era uma tendência e a Covid apenas acelerou (muito) esta tendência de comprar online com toda informação disponível (onde? preço, avaliação do produto, da loja, da entrega). Dependendo do tempo para termos uma vacina, os consumidores vão incorporar hábitos digitais com mais intensidade. O consumidor que tiver acesso ao meio digital vai se deliciar com a loja vindo até ele com experiencias de realidade virtual por exemplo onde ele pode provar o produto sem sair de casa. Mas não adianta o vendedor oferecer RV e pecar na entrega, cobrança, SAC, pós venda. O Saber lidar com o excesso de informação será parte da nova "etiqueta" onde teremos de aprender a lidar com isto: do mesmo jeito que aprendemos no passado a esperar o intervalo da escola para ir ao banheiro. As novas gerações vão ter de incluir esta habilidade no seu estilo de vida sob pena de termos uma sociedade totalmente estressada e sem foco.


Resposta de Ivone Saraiva


O ominicondumidot tem excesso de informações é verdade mas ele espera, no meu entender, saber comparar os produtos que ele busca na internet, vale dizer , saber as vantagem e desvantagens dos diversos produtos similares para a sua realidade como consumidor vs. o PREÇO que está disposto pagar ) ele não compra mais porque os outros compram embora um bom marketing boca a boca o seduza. Além disso, esse ominiconsumidor quer receber em casa o produto CERTO com RAPIDEZ e quando reclamar receber uma providência de pós venda adequado à sua expectativa. Assim a empresa vai ter de montar uma rede de distribuição dos seus produtos e “tomar conta” dessa distribuição porque o ominiconsumidor quer ter apenas o canal da empresa para adquirir os produtos e não precisar por exemplo reclamar na transportadora que a empresa contratou para entregar o produto.


2) Como o empresariado poderá assumir o protagonismo diante do novo normal? Na visão e experiência de vocês, quais serão as melhores oportunidades para o empresário retomar do crescimento?


Resposta de Jorge Pasquato


O protagonismo do empresário pode se dar em duas visões: no campo tático aproveitar oportunidades de curto prazo que tendem a ser efêmeras (exemplo: tem muita gente agora importando testes de corona virus). Mas onde isto leva sua marca, sua imagem? Então precisa ter visão de longo prazo e pensar em uma proposta de valor que agregue para a sociedade, para o cliente varejista, o consumidor mostrando que a marca/empresa se preocupa genuinamente com interesses do seu ecossistema: planeta, família, saúde, redução de CO2, de resíduos. Eu vejo oportunidade na associação do varejo com os fabricantes de produto de consumo para que isto ocorra. Ainda há muito espaço para agir em conjunto no campo estratégico e tático: como disponibilizar o produto ou serviço com mais agilidade e satisfação quando o consumidor realmente precisa? Será que Chatbot resolve meu problema? eu preciso as vezes de um ser humano com atitude de resolver.


Resposta da Ivone Saraiva


Não haverá outra alternativa senão descobrir o que o cliente está demandando. Quem descobrir será o vencedor, embora por pouco tempo, pois outras demandas surgirão a cada instante.


3) Como se dará a projeção estratégica das empresas de forma diferenciada no mercado para os próximos 2 ou 3 anos?


Resposta de Jorge Pasquato


Os setores em alta são relacionados a agricultura e alimentação, telemedicina, mobiliário. Setores em baixa velocidade de reação: turismo, hotéis, aluguel de carros. Vamos precisar olhar mais além do que o setor de onde atuamos. A forma como atuamos será determinante: ética, valores, empatia genuína farão a diferença


Resposta da Ivone Saraiva


Direcionada ao produto que os clientes precisam, seja o cliente final ou o cliente da cadeia produtiva (fornecedor de insumos e serviços de qualquer natureza) o que significa estar “perto” do cliente para entender essas demandas. Antes a empresa era provocada pelo cliente e cada vez mais precisa provocar o cliente e agregar valor ao seu produto/serviço. Essa visão também fortalecerá a posição da empresa na criação do seu plano de negócios e na busca de recursos para atender o seu plano de negócios.





8 visualizações